quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ajudar a Quem?

A caridade nos convida a cada esquina
A uma pitada de consciencia limpa

Embora oportunidades não parem de surgir
Precisamos de uma certeza da eficiência desse meio
Pelo menos eu preciso

A massificação dos absurdos
Nos tira a sensibilidade necessária
O incomodo comum ao avistar
Uma criança de rua chorando
Pedindo dinheiro pra comer

Por tras, pode ter uma mãe exploradora
Um pai que pega bebe a comida da família inteira
Um irmão mais velho que pode bater na criança

E me sinto entre a cruz e a espada
Ajudar na manutenção de um eventual absurdo desses?
E em que ajudaria dar uma esmola a um garoto de rua?

Paz de consciencia? Dever cumprido? A sua parcelinha no céu?

Eu não consigo, e acho que se desse dinheiro
A uma criança dessas, seria melhor pra mim, do que pra ela.

Mas não me peça, não me peça mesmo
Pra não me incomodar com isso.

Será?

Atualmente tenho lido e escrito muita coisa sobre direito constitucional, o que confesso me tira o tempo de reflexão, de consciência, do ócio (im?)produtivo. É ele que normalmente me traz aqui e faz com que algumas verdades particulares ganhem letras e forma. Contudo, apesar da correria tem me prendido a atenção o fato das escolhas que mudam a nossa vida, e que não dependem de nós. Será que seus pais quando escolheram seu colégio, se deram conta de que dessa escolha, nasceriam grandes amizades, talvez amores, identificações. São coisas que estão a nossa espera, e dependem unicamente do caminho que seguimos. As vezes, a eventual escolha até é nossa mas não temos a exata noção do que ela pode alterar, do que ela nos reserva. A vida chega nova a cada passo... e chega em todos passos, vidas diferentes, melhores ou piores... só dependem de que passo será dado, e ao dar o passo, apesar de uma noção básica, não sabemos o que realmente nos espera, a íntegra da realidade que escolhemos... Não é de enlouquecer qualquer um?